W20 Changing Ways - Seita do Golfinho do Rio Doce


Durante todas as edições de Lobisomem o Apocalipse acompanhamos o grande tabú sobre a concepção dos impuros dentro da Nação Garou. Mas em tempos desesperados algumas medidas extremas se fazem necessárias e é exatamente dessa forma como pensam os integrantes da Seita do Golfinho do Rio do Doce da Amazônia aqui no Brasil:

- Contado por Serena Fala-em-Luz, Filho de Gaia Ahroun

Gaia está chorando. Gaia está com dor. O Apocalipse chega cada vez mais perto e nós, seus filhos, seus defensores, seus guerreiros, fracassamos em deter o implacável avanço da Wyrm. Em nenhum lugar isso é mais óbvio do que aqui na Amazônia. Assim, os anciãos da nossa seita decidiram promover a criação de Impuros...

Você parece surpreso. Mesmo chocado. Eu entendi aquilo. É a violação da Litania? Sim, "Garou não deve se acasalar com Garou", é o que diz. Mas estes são tempos desesperados. Com o Apocalipse se aproximando, com os lacaios da Wyrm avançando quase sem controle através de um dos lugares mais sagrados de Gaia, instituímos a lei marcial. Precisamos de guerreiros para a chegada do Apocalypse e a única maneira de garantir um Garou verdadeiro é criar um impuro. 

É um sacrifício lamentável, mas Gaia nos perdoará. Estamos fazendo isso para salvá-la, afinal. Qual é a taxa de natalidade de Garou entre os Parentes, um em cem? Nestes dias finais, não encontramos qualquer maneira de criar guerreiros suficientes para lutar no Apocalipse, se nós tivermos que depender apenas de acasalamento com os Parentes. 

E quanto a punir os pais, bem, posso atestar que o nascimento de um Impuro é uma punição em si. A dor, a tristeza de uma criança deformada, isso é todo o castigo necessário. E isso funciona. Há 20 anos, nossa seita começou a promover a criação de Impuros e agora, estamos empurrando de volta os Asseclas da Wyrm das fronteiras de nosso caern. Temos mais que o dobro dos guerreiros de qualquer outra seita nesta área e podemos enfrentar nossos inimigos de frente a frente. Outros nos condenaram, alegaram que estamos descaradamente exibindo as leis sagradas de nossa espécie, mas quando você vê Gaia sangrando, vejo apenas uma lei: salvá-la. 

Então, nós criamos Impuros. E nós os criamos como guerreiros. A vantagem de aceitar os Impuros é que podemos treiná-los e ensiná-los a serem valiosos acréscimos à luta contra a Wyrm. Impuros de outras seitas são inseguros, instáveis, cheios de problemas. Eles odeiam seus pais, sua seita, sua própria espécie e, mais importante, odeiam a si mesmo. Eles podem ser Garou, mas eles não são os melhores guerreiros. Nós aceitamos os Impuros e os tratamos um pouco diferentes daqueles que nasceram como humanos ou lobos, então eles se tornam tão eficientes quanto, na verdade, os criamos desde o nascimento para serem guerreiros de Gaia. Nossos Impuros souberam durante toda a vida o que são, quais são seus deveres e por que lutam. Até permitimos que os Impuros assumam posições de responsabilidade para com a nossa seita, algo que raramente acontece em outro lugar. Isso ajuda a motivá-los. 

Se a batalha final for vencida, vamos reexaminar nossos caminhos, mas, por enquanto, é preciso encará-la de maneira prática. Nós precisamos de guerreiros. É garantido que dois Garou tendo um filho produzam um guerreiro. Não podemos nos permitir deixar a Litania ficar no caminho do nosso dever sagrado para com Gaia.


Referência: W20 Changing Ways pg 67

E ai? vocês concordam com essa alternativa encontrada pela seita brasileira que se encontra no olho do furação do maior confronto dos garou com as forças da Wyrm na Amazônia? Comentem!



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