Elmolech, O Imortal



Os Malkavianos não falam muito de combates com forças infernais. Seja lá qual for a personalidade que leva um vampiro a estudar demonologia ou magia negra, isso não é comum entre os membros do Clã da Lua, ou assim nos parece. Porém, ao menos uma lenda da Longa Noite nos indica que os Malkavianos já tiveram encontros com seres nascidos no inferno e que a marca disso ainda está no mundo.

Segundo a história, um demônio chamado Elmolech resolveu perseguir a alma de um Lunático — presumivelmente devido a uma aposta com outro demônio, que argumentava que a alma de um louco seria difícil de se conseguir. Como desafio, Elmolech escolheu para seu alvo uma freira enclausurada, Geneviéve de Limoges, que era uma anciã da linhagem de Malkav. Ele a visitou por seis noites, tentando-a com visões e atormentando-a, com a certeza de que seu já frágil espírito iria se partir.

Na sétima noite, porém, Elmolech entrou pela janela do convento — e surpreendentemente foi confrontado por vários membros do clã que ali se reuniam. Ele tentou escapar, mas a força da loucura e dos poderes combinados dos presentes o manteve preso ali. E apesar de ninguém saber com certeza como — mas provavelmente um Matusalém deve ter respondido ao Chamado de Geneviève — os Malkavianos o aprisionaram em um corpo humano. Feito isso, eles o largaram, imortal e insano, a própria sorte noite a fora.

Os Malkavianos que conhecem a história de Elmolech dizem que ele ainda anda pela terra, como um missionário do inferno. Visões, sempre muito curtas, passam pela Teia falando sobre onde foi o seu último avistamento. Vozes relatam que aquele que já foi um demônio, dormiu em um abrigo em Dresden, foi visto se arrepiando ao ouvir risos de crianças no Rio de Janeiro, ou que estava como pedinte em Joanesburgo. Aqueles que realmente falam com Elmolech, supostamente descobrem profecias escondidas e conhecimentos obscuros em suas palavras, informações que não podem ser encontradas na Teia. Mas esses Malkavianos também — ou assim eles dizem — se tornam incapazes de discutir ou compartilhar esse conhecimento adquirido com os outros. Tudo que podem fazer é agir em cima dessas revelações — como se o clã precisasse de alguma outra desculpa para realizar atos que parecem sem sentido.

Referência:

Livro de Clã Malkaviano, p. 22



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