O Sabá na Amazônia - V5


Salve Cainitas!
Que a quinta edição de Vampiro: A Máscara está espetacular e de uma qualidade fora de série, é inegável.

Os fãs estão no trem da hype, muitos materiais oficiais chegando aos refúgios de nossos Cainitas favoritos e tão logo, nossa curiosidade acerca de alguns clãs e seitas, tal como as coisas se sucederam, aumenta cada dia mais.

Nesse mais de um ano que a Malkavianinha que vos fala está na equipe Rage Across Brasil, creio que você, caro leitor, já notou que o Sabá impera nesse coração.

E a matéria de hoje, vai falar deles. Sim! A gloriosa Espada de Caim no Brasil. Direto das páginas do guia Anarch da quinta edição, contaremos para vocês o legado de terror que o Sabá deixou em nossa terra.

A partir desse momento, você estará na pele do Anarquista que se refugiou na Amazônia nos anos 80. Cheio de posses e com as costas quentes, em função de uma família nativa abastada.

Parece o paraíso perfeito. Você está longe da Camarilla, dos vampiros Europeus, da Jyhad e o Beckoning não afeta você. Seja diretamente ou indiretamente.
Você está feliz com sua família carniçal. Está feliz com o povo que te cerca.

Até que…
Em 12 de novembro de 1981, você vê algo que nunca tinha visto antes. Nada parecido. 
Uma criança, mutilada.

Sem nariz, sem boca, sem olhos. Apenas uma orelha no meio de sua face.

Você achou que iria se livrar de monstros anciões. Achou que a Amazônia era um paraíso utópico. Tudo que você quer nesse momento é contar para os seus e que essa informação se dissemine. Por mais maluco e ridículo que você pareça.

As noites passaram e você continuou a ver coisas desse tipo. Crianças, adultos e idosos. Brutalmente mutilados.

Você se pergunta quem seria capaz de cometer tal atrocidade e porquê. Longe de tudo, no meio da floresta. Quem faria tal coisa?

Você traça seu caminho a partir desse ponto, preocupado com isso.

E então, certa noite, você acorda. Aos pés da sua cama há uma criança. Ela ainda tinha boca. 
Balbuciando, babando. O propósito era passar a mensagem: “Ouça a voz de Caim!”

Agora você entende o que está acontecendo. É assim que o Sabá tem se feito presente.

Em Maio de 1982, você estava em uma saga na floresta, obstinado a entender o que estava acontecendo e matar essas aberrações extremamente malignas do Sabá. Seus causadores.

Eles não ligam para a Máscara. Sequestram, capturam grupos numerosos de nativos. Mutilam, abraçam e jogam à própria sorte.
Você matou dezenas desses em sua peregrinação. O problema persiste. É maior do que você pode supôr. 

Alguns companheiros anarquistas se juntaram a você nessa missão, mas eles não têm coragem de matar essas infelizes criaturas. Elas gritam, balbuciam. São disformes, aleijados, mutilados. Monstruosidade imensurável.

Você era só um marinheiro em vida. Agora é um carrasco metido a justiceiro, lutando contra algo que você não sabe ao certo o que é. E que não pára de se multiplicar.

Quase um ano depois da primeira aparição dessas criaturas, você finalmente consegue capturar um deles. O qual você chama de vítima. Afinal, ao que tudo indica são apenas três vampiros do Sabá, as outras dezenas que você encontrou e matou, são o povo que caiu na desgraça de ser abraçado por eles.

Era setembro de 1982, quem você capturou tinha a boca coberta de carne. Você teve de abrir utilizando uma faca. 

Ele te conta que quem fez isso com ele, falava espanhol. Eram duas mulheres e um homem.

A que gosta de fazer essas modificações, ninguém sabe o nome. Mas chamam de artista da carne, a “Borboleta”.

Ela gosta de remover características faciais e repôr com orelhas. Ela é extremamente meticulosa. Você até mesmo já viu um cara com dezenas de orelhas na cabeça. 

A revolta te consome. Há três Cainitas do Sabá no seu território, cometendo todo tipo de atrocidade, debaixo do seu nariz, e você não consegue encontrá-los.

O desespero te assola e você se vê obrigado a chamar sua amiga Agata Starek. É o mal necessário. Ela é quase tão má quanto um membro da Espada de Caim, mas de exímia habilidade para esse tipo de missão. 
Você está tão consumido que implora para ela ficar e te ajudar.

11 meses e 29 dias se passaram.

Eu sei que isso é anticlimático, mas acho que vencemos. Eu tenho a notícia de que algo estava acontecendo em uma exploração madeireira. Assim que cheguei lá, todos estavam mortos, exceto por alguns infelizes disformes arrastando-se na lama. O Sabá fez esporte deles, mutilando-os e forçando-os a correr com mentiras de salvação.

Eu nunca vi tal carnificina, exceto no rescaldo dos esquadrões da morte. Alguns dos corpos secavam de sangue, outros espalharam-se pelo chão em pedaços vermelhos e molhados. Quando cheguei ao Sabá, eles estavam fora de si de sangue drogado, cantando, gritando e dançando entre as ruínas. Não foi uma briga, eu não falei com eles. Apenas matei.
Eu tenho caçado sua progênie ao longo do rio e pensei em liberdade. Eu não acho que o
Sabá veio aqui para fazer guerra contra nós. Eles vieram para a selva pela mesma razão que fizemos: para sermos livres.

Só que a liberdade deles significava sangue, insanidade e morte (trecho retirado do Anarch Sourcebook pg 136)

5 anos após a presença terrível que você testemunhou pela 1a vez, você encontrou uma Cainita do Sabá que fora deixada para trás.

Ela era agressiva e confusa. Vivia através do sangue de seus parentes mortais.
Quando você a executou ela fazia uma prece para Caim.

O Sabá está morto na Amazônia, mas sua fé ainda persiste.” 

Essa história é contada no capítulo: “A Utopia of Blood in the Amazon - Anarch V5 Sourcebook 135-136” 

Você chegou até aqui, estimado leitor do Rage Across Brasil, consegue imaginar o quão sanguinária, maligna e letal será a Espada de Caim na quinta edição?

Você está ansioso? Preocupado? Curioso?

Em breve mais matérias sobre as passagens do Sabá na quinta edição de Vampiro: A Máscara.

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